27 de jul. de 2012

#Cidade desgovernada


Olá, é com muito mau humor que começo esse texto, que escrevo enquanto saboreio um congestionamento no Viaduto da Urbana. Esqueçam o amante de ônibus, aqui escrevo como técnico, objetivo e frio, afinal, como aquela frase das redes sociais diz: “agora a coisa ficou séria”.
A semana começou agitada em Natal, pois tive o privilégio de conhecer de perto uma parte da gama de chassis da Volvo, produtos topo de linha e que dificilmente verei nessa cidade. Desembarquei de um B290R na Praia do Meio para esperar um ônibus da linha 45. Assim que chego ao terminal, um Mercedes-Benz OF-1722 da Viação Riograndense que estava prestes a sair apresenta problema na direção. O motorista, com autonomia de Vicente Alves Flor disse ao cobrador: “vou pra garagem”. Ele nem sequer se dirigiu aos passageiros que aguardavam o embarque para dizer que não sairia para fazer a viagem. Pegou seu carro e partiu para Nova Natal. Eu ouvi porque já sou “cobra criada”, e além do mais, como administrador, naturalmente analiso os problemas que me rodeiam. Na volta para casa, utilizei a mesma empresa, só que num veículo de 1994, o famoso 1180. Já pensaram no choque que tive? Esse episódio é uma pífia parcela dos problemas que acontecem com os ônibus na capital potiguar e região metropolitana.
Pior que o ônibus é o sistema, cujas linhas são mal distribuídas, refletindo no favorecimento de algumas linhas em detrimento de outras, além dos trajetos medonhos, intervalo grande entre um ônibus e outro, enfim, inúmeras estratégias operacionais ultrapassadas e de fácil resolução, ou pelo menos seria, se não fossem os nossos gestores. Não. Nossos não. Eles governam para si próprios.
Eu lamento. Todos estão dando um “tiro no próprio pé”. As empresas vão perdendo mais passageiros (eu sou um deles, pois estou sendo obrigado a comprar um automóvel para me deslocar com um mínimo de dignidade), os gestores vão sendo cada vez mais odiados, as secretarias vão perdendo a credibilidade, e as ruas se enchem de carros e motos e mais engarrafamentos surgem. Tenso, não é mesmo?
Estou teclando a mesma tecla da semana passada, é verdade, mas esse problema é gravíssimo, pois afeta a saúde da população! Creio que encurtei minha vida em 10 anos nesses últimos dias, pois eu me irrito muito, muito mesmo, com os ônibus da minha Natal, a cidade desgovernada.
Solução? Tem uma licitação para ser feita. Se Deus quiser ela sairá, de preferência com novas empresas na cidade, e mais de preferência ainda com muitos chassis adequados para o transporte de humanos. E eu e você devemos cobrar nossos direitos, inclusive, em outubro estaremos com o poder nas mãos (?), portanto façamos bom uso dele.

Bons finais de semana!
Rossano Varela

3 comentários:

  1. Você foi feliz em relatar a realidade em que vivemos. Se os gestores cobram das empresas porquer os mesmos não dão condições para as empresas trabalharem e diminuirem seu gastos e fazendo isso que stamos vendo hj que são carros e linha sem condições para fazer a população se sentir segura e confiante com o nosso transpote humano.Parabens.

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  2. Tá de parabens sim amigo!!!realmente é a realidade em que vivemos de linhas desorganizadas e ônibus que não suportam mais a realidade de Natal e região metropolitana, mais não é culpa dos empresarios,do que adianta comprar carros novos e modernos se a realidade de nossas ruas é totalmente diferente do que queremos.Bom é um texto muito bem elaborado tendo em vista que vc nesse meio tempo precisou pegar dois ônibus sendo urbano e metropolitano para poder ir a um evento que não é assim tão dificil de ir mais estamos sim vivendo tempos difices.

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  3. Detonou hein Rossano... O texto ficou muito bom, sem sombra de dúvidas.

    Como Daniel disse... empresas podem até investir o que podem investir, mas a qualidade do transporte público depende também dos órgão gestor, que infelizmente deixam muito a desejar. Exemplo disso é o transporte de Parnamirim (não metropolitano, mas municipal) que é feito só por alternativos e ninguém vê.

    Abraços amigo e quero ver o próximo

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