Olá pessoal! Sexta passada vocês
puderam ler aquele texto que fiz submetido a um nível elevado de estresse. No
dia seguinte refleti muito, não só sobre o escrito, e cheguei à conclusão de que
caminhei por um caminho complicado: política. Sinto que politizei demais a “coisa”.
É difícil continuar nesse sentido porque eu acabo esquecendo coisas simples que
um busólogo pode fazer, e que eu fazia antigamente. Vou compartilhar algumas
com vocês.
Quando eu tinha sete anos tinha
uma mania muito curiosa: assim que descia do ônibus ficava a olhar para a
traseira do mesmo. Não lembro qual o objetivo, mas essa mania estava associada
ao modelo de carroceria Vitória, da Caio, que possuía alguns detalhes que eu
tinha incontrolável vontade de olhar, como os diferentes para-choques que o
modelo teve, assim como as plaquinhas “mantenha distância” e “Mercedes-Benz”.
Já mais velho, eu sentia uma
sensação verdadeiramente mágica ao andar nos ônibus e ouvir o ronco do motor. O
Guanabara 1221 dava um show de magia.
Falando em Alpha, lembro-me bem do ano em que os primeiros Mercedes-Benz
OF-1721 chegaram a Transportes Guanabara, e se não bastasse o chassi, então
novidade, a carroceria trazia algumas mudanças visuais que o deixavam mais “malvado”
do que a versão de 1996. Esses mesmos Alphas chegaram a rodar sem emplacamento
e uma das coisas que eu mais gostava neles era a lanterna traseira, que não era
fumê, como a primeira versão. Infelizmente a Guanabara foi trocando pelas
lanternas escurecidas, até que os modelos perderam seu charme de outrora.
Eu viajava muito de ônibus
rodoviário. Cabral, Jardinense, Riograndense, Alves e principalmente, Queiroz e
Melo, que depois virou Transul para então tornar-se Oceano. Aproveitei uma
época boa para as empresas de ônibus intermunicipais. Era mágico entrar na
Rodoviária, e eu adorava ver os guichês das empresas, onde cada um deles
ostentava na fachada o nome da empresa e os destinos, internamente, havia pelo
menos uma foto de um ônibus da empresa. Essa foto ficava num quadro médio, e o
que mais me marcou foi o da Alves, onde um Viaggio fazia pose numa estrada com
flores no canteiro ao pôr-do-sol.
Essas são pequenas lembranças
que tenho da minha vida de busólogo. São simples, mas carregadas de amor pelo
ônibus, o aparelho. Creio que esse é o caminho certo a se seguir. Independente
do sistema ultrapassado que temos, é preciso renovar o amor e a admiração que
temos por cada ônibus, pois eles são a razão do nosso passatempo.
É um desafio. Estou me
esforçando para superar a doença que o bichinho verde da política transmite.
Hoje, embora tenha pego um 132 por volta das 17:20h, ter viajado em pé de
Petrópolis até Cidade das Rosas, ter pego dois congestionamentos, do ônibus
estar lotado a ponto do motorista queimar parada para então, às 19h, ter
finalmente chegado em casa, fiquei tranquilo, curtindo o Apache S21 e pensando
nesse texto que vocês leram.
Bons finais de
semana!
Rossano Varela
| Foto por Rossano Varela - Natal/2010 |
Meu amigo, esse costume de olhar pras traseiras dos ônibus você não era o unico, pois eu curtia muito aquelas propagandas que tinha a logo de todas as empresas, era muito lindas essas propagandas, em especial a propaganda do TRANSPORTE CIDADÃO que monstrava o Neobus, muitos Caio Vitória da Guanabara circulava com essa propaganda na traseira. Muito bons tempos foram esses.
ResponderExcluirNa atualidade a nossa frota etá muito repetida, com vário carros de modelo e chassi iguais. Não tem mais aquela diversidade de antes.
Tenho muitas saudades desse tempo, de quando os Alphas OF-1620 chegaram no vale dourado, depois os caios foram desativados e começaram a chegar os Alphas e Sveltos OF-1721. Nossa muito bom isso.
Adorei a sua matéria não porque somos grandes amigos, e sim porque você compartilhou um momento da busologia conosco e isso é bom para a pratica do hobby além de fazer com que outras pessoas possam lembrar ou quem sabe contar as experiências que levaram aquela pessoas a gostar de ônibus.
Estou pensando em fazer um especial sobre as minhas especiências que me levaram a ser busólogo, mas isso podera ir ao ar no mês do dia das crianças, pois tem tudo haver.
Parabéns pela a matéria.
Rapaz!!! Vc me fez lembrar muita coisa do meu passado que nesse tempo que estou a frente desse portal, me fez esquecer a verdadeira esencia ou o inicio de tudo, que é a curiosidade e as descobertas de uma paixão que já deram até nome "Busologo", quando eu comecei a prestar atenção em ônibus foi quanto ainda morava no conj.Amarante isso foi em 1988 quando a Guanabara apareceu com uma pintura estranha e diferente um tal de Vitoria na lateral dizia alguma coisa achei que era a pintura pois existia na epoca um tal de Amelia com pintura diferente mais tambem era Guanabara, dai meu pai explicou que Amelia era o nome do Modelo e que a Guanabara estava mudando de pintura tendo em vvista que meu pai era da lavagem pequena Conceição com sua garagem ainda na BR 101 no fundo de um posto de gasolina, e manjava tudo de uma empresa, mais foi detalhes como esses que foram surgindo e clareando as duvidas do porque daqueles numeros no ônibus, das lanternas parecidas com o VW Gol, e por ai vai...
ResponderExcluirAs vezes pego me pensando cadê aquele menino inocente que perguntava tudo e via em um veiculo tão grande e normal para muitos o que eu via naquilo , e hj vc amigo me fez voltar a um passado que não volta mais, mais que ficará guardado para o fim da minha vida.
Parabens amigo.
Daniel Silva
olha ai o 95152 ou 1152 da guanabara agora lucas tur agora 121 uma maquina
ResponderExcluirCaraca Rossano... de todos os texto esse daí você surpreendeu. Ficou muito bom.
ResponderExcluirQuando eu li ele, me passou na mende um monte de lembranças boas, desde os micros até os semi-rodoviários da Trampolim (Andare Class). E coincidência ou não, eu também prefiro a traseira dos veículos.
Meus parabéns e continue arrebentando.