11 de ago. de 2012

#É cultural.


Olá pessoal. Paira em Natal a polêmica da retirada dos cobradores de algumas linhas da capital. Os especialistas em transportes permanecem divididos, onde alguns se mostram favoráveis à extinção da função, outros indiferentes ou desfavoráveis à extinção do cargo em questão. Chegou a hora de dar minha opinião.
Primeiramente, o cargo de cobrador está em extinção. Fato. É aquela função onde a tecnologia acaba substituindo o homem. Antigamente, inclusive aqui em Natal, os semáforos eram operados manualmente por um “guarda”, que ficava exatamente no centro do cruzamento. Há quantos anos não vemos um desses? Acendedor de poste. Na rua de vocês tem algum?
Cidades como Nova Iorque, Estocolmo, Berlin, Paris, entre milhares de outras, não possuem cobrador em seus ônibus, e olhe que uma linha em Manhattan deve ter bem mais demanda que uma linha 73 da vida. Eles têm tecnologia que substitui com louvor a presença de um cobrador. Em recente leitura à coluna Garagem.com, de Thiago Martins, vi que ele tratou a profissão do trocador, como é chamada em outras cidades brasileiras, como uma questão cultural. Concordo em grau, gênero e número. É pura questão cultural! Já vejo muitos cobradores ociosos em viagens, aonde os mesmos chegam até a cochilar. O mesmo que aconteceu nas cidades acima citadas aconteceu em Natal: a bilhetagem eletrônica neutralizou a função do cobrador.
Há quem diga que é perigoso o motorista ocupar as duas funções. Sinceramente, nem vejo o ato de receber R$ 5,00 e trocar R$ 2,80 como uma função trabalhista. O motorista ganhou mais uma tarefa, só isso. Dizem que dirigir trocando a passagem é perigoso. Nisso eu concordo, mas a solução é simples: passa o troco parado! Cria-se uma regra interna para que essa medida seja cumprida. Esse argumento de perigo não me convence. Além de tudo isso, a tendência é de haver cada vez menos dinheiro em espécie nos ônibus, por questões de comodidade e segurança.
Leitores, acostumem-se com a ideia de apenas motoristas nos ônibus. O cobrador chegará ao fim, assim como o operador de semáforo chegou e o acendedor de postes também. Não sou contra o profissional, inclusive por muito tempo quis vê-los nas linhas semiurbanas, mas percebi que é uma evolução que está acontecendo. Polêmico não é? Essa discussão não para por aqui, portanto, até a próxima.

Bons finais de semana!
Rossano Varela

Operador de semáforo no cruzamento das Avenidas João Pessoa e Rio Branco.  Foto: Hart Preston - Life

Comunicado

Em virtude do retorno das aulas na Universidade, ficou inviável publicar os textos às 22h das sextas, pois nesse horário ainda estou em sala de aula, logo, as publicações serão feitas na madrugada dos sábados. Recomendo a leitura no sábado pela manhã. Conto com a compreensão de todos.

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