Olá pessoal.
Paira em Natal a polêmica da retirada dos cobradores de algumas linhas da
capital. Os especialistas em transportes permanecem divididos, onde alguns se
mostram favoráveis à extinção da função, outros indiferentes ou desfavoráveis à
extinção do cargo em questão. Chegou a hora de dar minha opinião.
Primeiramente,
o cargo de cobrador está em extinção. Fato. É aquela função onde a tecnologia
acaba substituindo o homem. Antigamente, inclusive aqui em Natal, os semáforos
eram operados manualmente por um “guarda”, que ficava exatamente no centro do
cruzamento. Há quantos anos não vemos um desses? Acendedor de poste. Na rua de
vocês tem algum?
Cidades como
Nova Iorque, Estocolmo, Berlin, Paris, entre milhares de outras, não possuem
cobrador em seus ônibus, e olhe que uma linha em Manhattan deve ter bem mais
demanda que uma linha 73 da vida. Eles têm tecnologia que substitui com louvor
a presença de um cobrador. Em recente leitura à coluna Garagem.com, de Thiago Martins, vi que ele tratou a profissão do
trocador, como é chamada em outras cidades brasileiras, como uma questão
cultural. Concordo em grau, gênero e número. É pura questão cultural! Já vejo
muitos cobradores ociosos em viagens, aonde os mesmos chegam até a cochilar. O
mesmo que aconteceu nas cidades acima citadas aconteceu em Natal: a bilhetagem
eletrônica neutralizou a função do cobrador.
Há quem diga
que é perigoso o motorista ocupar as duas funções. Sinceramente, nem vejo o ato
de receber R$ 5,00 e trocar R$ 2,80 como uma função trabalhista. O motorista
ganhou mais uma tarefa, só isso. Dizem que dirigir trocando a passagem é
perigoso. Nisso eu concordo, mas a solução é simples: passa o troco parado!
Cria-se uma regra interna para que essa medida seja cumprida. Esse argumento de
perigo não me convence. Além de tudo isso, a tendência é de haver cada vez
menos dinheiro em espécie nos ônibus, por questões de comodidade e segurança.
Leitores,
acostumem-se com a ideia de apenas motoristas nos ônibus. O cobrador chegará ao
fim, assim como o operador de semáforo chegou e o acendedor de postes também.
Não sou contra o profissional, inclusive por muito tempo quis vê-los nas linhas
semiurbanas, mas percebi que é uma evolução que está acontecendo. Polêmico não
é? Essa discussão não para por aqui, portanto, até a próxima.
Bons finais de
semana!
Rossano Varela
![]() |
| Operador de semáforo no cruzamento das Avenidas João Pessoa e Rio Branco. Foto: Hart Preston - Life |
Comunicado
Em virtude do retorno das aulas na Universidade, ficou inviável publicar os textos às 22h das sextas, pois nesse horário ainda estou em sala de aula, logo, as publicações serão feitas na madrugada dos sábados. Recomendo a leitura no sábado pela manhã. Conto com a compreensão de todos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sintam-se a vontade ao comentar e agradecemos sua participação. Mas abaixo algumas orientações:
*Pede-se evitar palavrões ou palavras ofensivas;
*Aqui todos terão liberdade para se expressar e a garantia de que nenhum comentário será apagado, mas se alguém for ofendido, pelos comentários, pode-nos solicitar a exclusão do mesmo;
*Cuidado no que vai escrever, pois cada autor é responsável pelo comentário. O analise e opiniões irá se isentar de quaisquer comentários que possa denegrir ou manchar a imagem de que se achar ofendido.
Por isso não perca seu tempo comentando bobagens ou ofensas pois será apagas e denunciados a os orgão competentes.
Sem mais agradecemos a todos por participar do nosso #Analise e opiniões.
O Editor